BYD, Huawei e Xiaomi: americanos cada vez mais abertos a carros chineses
Levantamento mostra aumento de familiaridade e intenção de compra em 2025
Um estudo recente da consultoria AutoPacific revela que 65% dos americanos estão familiarizados com marcas de carros chineses, um aumento em relação aos 52% registrados em 2024. Além disso, a parcela de consumidores dispostos a considerar a compra de um carro chinês subiu de 41% no ano passado para 52% em 2025.
Entre as marcas mais lembradas pelos entrevistados estão Huawei, Xiaomi e BYD. Dos participantes familiarizados com essas empresas, 27% considerariam comprar um carro da Huawei, 23% da Xiaomi e 19% da BYD. Outras marcas como GWM (16%), Geely (13%) e Nio (13%) também aparecem no levantamento, embora com menor intenção de compra.
Apesar do aumento da aceitação, preocupações com segurança de dados e riscos à segurança nacional ainda são altas, mas apresentam queda em relação ao ano anterior. Em 2024, mais de 80% dos entrevistados expressavam preocupação; em 2025, os números caíram para 77% em segurança de dados e 79% em segurança nacional.
Robby DeGraff, gerente de insights de produto e consumidor da AutoPacific, comenta que o aumento na percepção positiva pode ser atribuído à maior cobertura da mídia sobre essas marcas e ao maior contato direto com os veículos. “Observamos crescimento significativo na conscientização sobre disruptores como BYD, Geely, Huawei e Zeekr, ano a ano”, disse DeGraff por e-mail.
A matéria também destaca que, embora ainda não haja uma presença significativa de carros chineses nas ruas americanas — com exceções como alguns Polestar, Volvo ou Buick produzidos na China — a atenção ao setor de EVs do país é cada vez maior. Marcas chinesas são reconhecidas por tecnologias avançadas e preços competitivos em seus países de origem, representando potencial concorrência às montadoras americanas.
Historicamente conhecidas por versões de baixa qualidade ou cópias de modelos ocidentais, as marcas chinesas vêm conquistando espaço na indústria global de veículos elétricos. Embora a entrada oficial nos Estados Unidos ainda seja incerta, todos os sinais apontam que, caso ocorram, esses carros têm potencial para boa aceitação no mercado norte-americano.
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