São Paulo ganha ônibus elétrico articulado da BYD com 350 km de alcance
Modelo BC22 de 22 metros usa bateria Blade e começa a operar em corredores da capital paulista
A cidade de São Paulo começou a receber uma nova geração de ônibus elétricos voltados para corredores de alta demanda. Entre os veículos entregues ao sistema municipal está o BC22, modelo articulado de 22 metros desenvolvido pela BYD, que estreia no transporte coletivo brasileiro com foco em linhas estruturais de grande capacidade.
A entrega fez parte de um lote maior de veículos incorporados à frota da capital paulista. No total, mais de 110 ônibus elétricos passaram a integrar o sistema, incluindo 25 unidades da BYD, sendo 24 do modelo D9W e a primeira unidade do BC22 articulado.
O destaque fica justamente para o BC22. Com estrutura articulada conhecida popularmente como “sanfona”, o modelo foi projetado para operar em corredores urbanos com alto volume de passageiros. O objetivo é aumentar a capacidade de transporte por viagem sem comprometer a circulação em vias complexas ou com curvas mais fechadas, algo comum em grandes cidades.
No conjunto técnico, o ônibus utiliza sistema de propulsão elétrica próprio da BYD e baterias de alta capacidade. A autonomia estimada chega a cerca de 350 quilômetros por carga, com tempo de recarga entre aproximadamente uma hora e meia e duas horas, dependendo da infraestrutura disponível.
Outro destaque é o uso da bateria Blade, tecnologia desenvolvida pela fabricante chinesa e que tem ganhado espaço em diferentes aplicações de mobilidade elétrica. O projeto prioriza segurança estrutural, maior estabilidade térmica e melhor aproveitamento energético, fatores importantes para veículos que operam durante longos períodos ao longo do dia - até o momento, só tínhamos visto essa bateria em veículos de passeio e utilitários.
Além do articulado, a entrega inclui unidades do D9W, modelo já conhecido no transporte público da cidade. Com cerca de 13 metros de comprimento, o ônibus tem capacidade para até 80 passageiros e autonomia aproximada de 250 quilômetros por recarga.
O D9W também utiliza recursos voltados à eficiência energética e à operação urbana, como sistema de frenagem regenerativa, que recupera energia durante desacelerações, e arquitetura Low Entry, com piso rebaixado para facilitar o embarque de passageiros com mobilidade reduzida.
Segundo estimativas da própria fabricante, cada ônibus elétrico pode evitar em média a emissão de até 118,7 toneladas de CO₂ por ano quando comparado a modelos a diesel, considerando uma operação anual de cerca de 72 mil quilômetros.
Para além da redução de emissões locais, a eletrificação da frota também traz impactos no conforto urbano. Veículos elétricos geram menos ruído e vibração, o que tende a melhorar a experiência tanto para passageiros quanto para motoristas, além de reduzir a poluição sonora em áreas densamente urbanizadas.
A introdução de ônibus articulados elétricos de grande capacidade também marca um passo importante na evolução da mobilidade elétrica no transporte coletivo brasileiro, especialmente em cidades como São Paulo, onde corredores dedicados concentram grande parte da demanda diária de deslocamentos. Esse movimento já é observado em algumas capitais, como Curitiba e Goiânia, entre outras cidades.
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