BYD chega a 125 carregadores rápidos no Brasil e acelera rede própria
Marca amplia infraestrutura em concessionárias e prepara estreia de recarga ultrarrápida no país
A BYD alcançou a marca de 125 carregadores rápidos em operação no Brasil e avança na construção de uma rede própria de recarga, distribuída principalmente em concessionárias da marca. A expansão acompanha o crescimento da frota eletrificada no país e reforça um movimento mais amplo da empresa, que passa a atuar não apenas na venda de veículos, mas também na estrutura de abastecimento elétrico.
Os equipamentos instalados são do tipo DC, com potência entre 60 kW e 120 kW, e estão espalhados por diferentes regiões do país, com maior concentração nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Bahia, além do Distrito Federal. A rede também começa a avançar para áreas menos atendidas, com novos pontos em cidades como Duque de Caxias (RJ), Altamira (PA), Cacoal (RO) e Pelotas (RS).
A BYD apresenta sua estrutura como a maior rede pública de recarga rápida do país. Parte desses carregadores está instalada em concessionárias, o que faz com que a disponibilidade varie de acordo com o modelo de operação de cada ponto. Segundo a empresa, cerca de 70% funcionam 24 horas por dia. Nesse contexto, a expansão da rede fortalece a posição da marca entre os principais operadores de recarga no Brasil.
A meta é chegar a 225 carregadores rápidos até o fim de 2026, ampliando a cobertura e reduzindo um dos principais gargalos para a adoção de veículos elétricos no país. O uso da rede também vem crescendo em ritmo acelerado.
Segundo a empresa, o número de usuários cadastrados no aplicativo BYD Recharge saltou de cerca de 60 mil em meados de 2025 para 166 mil em março de 2026, refletindo o avanço das vendas e a maior utilização dos pontos disponíveis.
Na prática, a recarga ainda depende de variáveis como o modelo do veículo e a curva de carregamento, mas a BYD indica que, em média, são entregues cerca de 20 kWh em aproximadamente 30 minutos. O custo médio informado gira em torno de R$ 2,38 por kWh, com tíquete médio próximo de R$ 49 por sessão.
Além de expandir a rede atual, a BYD já prepara o próximo passo. A companhia prevê iniciar ainda em 2026 a operação de carregadores ultrarrápidos de 1,5 MW (Flash) no Brasil, com o primeiro ponto previsto para Brasília. No exterior, a marca já demonstra soluções capazes de levar a bateria de 10% a 70% em poucos minutos em condições ideais, embora essa performance dependa de veículos e arquiteturas específicas.
A estratégia inclui ainda a integração com sistemas de armazenamento de energia nos pontos de recarga, o que pode reduzir impactos sobre a rede elétrica e viabilizar a instalação em regiões com infraestrutura mais limitada. No plano global, a empresa projeta instalar milhares de estações com essa tecnologia, enquanto no Brasil a meta é atingir cerca de 1.000 carregadores ultrarrápidos até 2027.
O avanço da infraestrutura acompanha o crescimento acelerado da própria BYD no país, hoje uma das principais responsáveis pela popularização dos veículos eletrificados no mercado brasileiro. Ao investir em uma rede própria, a marca reduz a dependência de operadores terceiros e tenta eliminar uma das principais barreiras percebidas pelo consumidor: a disponibilidade de pontos de recarga fora de casa.
Esse movimento também indica uma mudança de posicionamento onde a recarga deixa de ser apenas um serviço complementar e passa a fazer parte do modelo de negócios, aproximando a BYD de uma estratégia mais integrada, em que veículo, energia e infraestrutura operam de forma conjunta.
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