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Geely EX5: híbrido dispara, mas elétrico bate recorde no Brasil

EX5 EM-i virou maioria das vendas da linha, enquanto versão elétrica teve seu melhor mês histórico em julho

Geely EX5 BEV e EX5 EM-i: São Paulo ao Rio de Janeiro
Foto de: Motor1 Brasil

A chegada do Geely EX5 EM-i mudou rapidamente o perfil de vendas do SUV da marca no Brasil. Lançada alguns meses depois da versão 100% elétrica, a configuração híbrida plug-in passou a representar a maior parte dos emplacamentos do modelo, mas os números dos últimos meses indicam que o movimento não necessariamente aconteceu às custas do EX5 elétrico.

A chegada do EX5 EM-i não impediu que a versão 100% elétrica avançasse. Pelo contrário: em julho, o EX5 BEV registrou 324 unidades, seu melhor resultado mensal desde o início das vendas da Geely no Brasil.

Geely EX5 EM-i  e EX5 em viagem teste - RJ a SP para o E-Days
Foto de: Motor1 Brasil

E essa evolução fica ainda mais relevante para a estratégia da Geely no país porque o EX5 EM-i será o primeiro modelo da marca com produção nacional no complexo da parceira Renault no Paraná.

Híbrido muda o patamar do EX5

O EX5 começou 2026 disponível no Brasil apenas como elétrico. Nos três primeiros meses do ano, o modelo registrou 213 unidades em janeiro, 229 em fevereiro e 218 em março, mantendo um volume relativamente estável, mas a situação mudou a partir da chegada do EX5 EM-i.

Em abril, primeiro mês completo com as duas versões, a família EX5 chegou a cerca de 400 unidades, com 242 híbridos e 159 elétricos. Em maio, o total subiu para aproximadamente 800 unidades, sendo 606 do EM-i e 192 do BEV.

Galeria: Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento

O crescimento acelerou ainda mais nos dois meses seguintes. Em junho, foram 1.172 unidades do EX5 EM-i, enquanto o elétrico registrou 278. Em julho, o híbrido chegou a 1.236 unidades, enquanto o BEV avançou para 324.

A própria Fenabrave colocou o EX5 EM-i entre os 40 SUVs mais vendidos do país em julho, com 1.236 unidades. O modelo ficou na 44ª posição geral entre os automóveis, enquanto a versão elétrica apareceu separadamente no levantamento da K-Lume.

Elétrico também bateu recorde

O híbrido passou a representar a maior parte das vendas da família, mas o elétrico não entrou em uma trajetória de queda contínua. Pelo contrário. Depois de registrar 159 unidades em abril e 192 em maio, o EX5 BEV subiu para 278 em junho e 324 em julho, seu melhor resultado desde a estreia no Brasil em 2025. 

Com isso, a média mensal do elétrico passou de cerca de 220 unidades nos três primeiros meses do ano para aproximadamente 238 unidades entre abril e julho. Não é possível afirmar, apenas com os dados de emplacamentos, que não houve qualquer canibalização entre as versões.

Galeria: Geely EX5 2025 - Impressões

Família EX5 cresce muito mais 

Antes do EM-i, o EX5 tinha um volume relativamente estável, limitado ao público interessado em um SUV elétrico. Com a nova configuração, a Geely passou a oferecer duas alternativas de motorização dentro do mesmo produto, ampliando as opções para um dos segmentos mais aquecidos dentro da eletrificação. 

Vendas: Geely EX5

Mês

EX5 BEV

EX5 EM-i

Família EX5

Janeiro

213

213

Fevereiro

229

229

Março

218

218

Abril

159

242

401

Maio

192

606

798

Junho

278

1.172

1.450

Julho

324

1.236

1.560

Assim, a família passou de uma média de aproximadamente 220 unidades mensais no primeiro trimestre para mais de 1.050 unidades mensais entre abril e julho.

O híbrido responde pela maior parte desse crescimento. Somando os quatro meses, foram cerca de 3.250 unidades do EM-i contra aproximadamente 950 do BEV, ou algo próximo de 77% das vendas da família no período.

O dado mais relevante, porém, é que os cerca de 950 elétricos vendidos depois da chegada do híbrido ficaram acima da média mensal registrada antes da nova versão.

Geely EX5 BEV e EX5 EM-i: São Paulo ao Rio de Janeiro
Foto de: Motor1 Brasil

O que isso diz sobre o mercado brasileiro?

O comportamento do EX5 sugere que existe uma demanda adicional para o mesmo SUV quando a Geely oferece diferentes opções de eletrificação.

O comprador que ainda tem restrições à adoção de um veículo exclusivamente elétrico passa a ter uma alternativa híbrida plug-in, enquanto o consumidor já disposto a abandonar o motor a combustão continua tendo o BEV.

Isso ajuda a explicar por que a versão EM-i rapidamente se tornou dominante dentro da linha, sem necessariamente eliminar o elétrico.

O fenômeno também coloca o EX5 em uma posição interessante dentro da própria operação brasileira da Geely. Em julho, a marca registrou 7.458 automóveis, ficando em 11º lugar entre as fabricantes no mês, com 3,51% de participação.

O resultado foi puxado principalmente pelo EX2, que registrou 5.898 unidades no mês, mas o EX5 EM-i já aparece como um segundo produto relevante da marca, com 1.236 unidades.

Geely EX5 EM-i  e EX5 em viagem teste - RJ a SP para o E-Days
Foto de: Motor1 Brasil

Híbrido será importante para a fábrica do Paraná

A evolução ganha outra dimensão porque o EX5 EM-i não deve permanecer como um produto importado.

A versão híbrida será o primeiro Geely destinado à produção nacional no complexo da marca no Paraná, colocando o modelo no centro da estratégia de localização da empresa no Brasil.

Por isso, os números de 2026 funcionam também como um primeiro teste de mercado para a futura operação industrial.

Geely EX5 EM-i  e EX5 em viagem teste - RJ a SP para o E-Days
Foto de: Motor1 Brasil
O que você pensa sobre isso?

A Geely conseguiu elevar rapidamente o volume do EX5 depois de acrescentar o sistema híbrido, e o EM-i passou a representar a maior parte das vendas da família. Ao mesmo tempo, o elétrico continua encontrando compradores e atingiu seu melhor resultado justamente no momento em que o híbrido já estava consolidado.

A questão para os próximos meses será saber até onde essa combinação pode chegar com a produção local. A Geely parece ter encontrado no EX5 uma forma de trabalhar os dois formatos dentro da mesma linha. E o desempenho do EM-i antes da nacionalização indica que a versão híbrida poderá ter papel importante na estratégia da marca quando a produção paranaense começar.

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