Alteração vale para versão de autonomia estendida com tração traseira

Um dos principais lançamentos recentes da Ford, o elétrico Mustang Mach-E, recebe mais uma atualização em suas especificações. Poucos dias após ter vazado que o SUV seria mais potente que o divulgado na apresentação oficial (no final de 2019), a Ford anuncia que o utilitário pode recarregar 30% mais rápido do que eles pensavam em novos testes.

Na prática, o tempo de carregamento informado pelas montadoras é algo um tanto relativo, uma vez que as especificações se referem a situações que nem sempre ocorrem no dia a dia de usuários de carros elétricos, como por exemplo carregar a partir de 1% da bateria. Em muitos casos, as marcas preferem informar a taxa de carga máxima possível em kW, como 250 kW para o Tesla Model Y ou 150 kW para o Audi e-tron, por exemplo.

Galeria: Ford Mustang Mach-E 2020

No caso específico do Mustang Mach-E (versão com bateria de longo alcance e tração traseira), a Ford havia afirmado que o veículo poderia acrescentar 75 km em 10 minutos em um carregador de 150 kW. Agora, a marca anunciou ser 30% mais rápido do que eles estimavam anteriormente:

"O novo Mustang Mach-E pode adicionar uma média estimada de 98 km de alcance em aproximadamente 10 minutos em uma estação de carregamento rápido da Electrify America DC com bateria de longo alcance e tração traseira1 - uma melhoria de aproximadamente 22 km ou 30% em relação às estimativas anteriores".

Além disso, a marca também fez um comentário sobre a versão com tração nas quatro rodas com bateria de autonomia estendida:

"Estima-se que a versão com tração nas quatro rodas com bateria de alcance estendido inclua uma média de 83 km de alcance em aproximadamente 10 minutos também. Estima-se que as configurações de tração nas quatro rodas e tração traseira atinjam uma carga de 10% a 80% em aproximadamente 45 minutos durante o carregamento em uma estação de carregamento rápido CC2."

Com preço inicial de US$ 43.895 nos Estados Unidos, o Ford Mustang Mach-E começará a ser produzido no segundo semestre de 2020 com as primeiras entregas esperadas na Europa e nos EUA em outubro, um cronograma que sofreu atrasos e pode ser novamente alterado em função da pandemia de Covid-19.