Startup norte-americana agora está capitalizada e tem planos ambiciosos

  • Fisker pretende lançar seu primeiro veículo elétrico em 2022
  • Empresa negocia com vários fornecedores, inclusive a Volkswagen 
  • Novos modelos incluem uma picape elétrica 

Após anunciar uma parceria bilionária, planos de abertura de capital e negociações com a Volkswagen para utilizar sua plataforma modular MEB, a Fisker divulgou uma imagem e uma declaração dizendo que está  "planejando uma expansão de portfólio para uma gama de quatro veículos até meados da década, apoiando a meta de longo prazo da empresa para a Mobilidade Elétrica como serviço."

O anúncio impressiona porque o primeiro veículo da empresa, o SUV elétrico Fisker Ocean só deve chegar ao mercado dentro de dois anos. Dessa forma, em 2025 a linha será composta por um SUV, um sedã esportivo baseado no conceito EMotion, um crossover com proposta esportiva e uma picape elétrica que promete rivalizar com a também norte-americana Tesla Cybertruck - no longo prazo a empresa promete sete modelos. 

Galeria: Fisker Ocean (2020)

Como dissemos, a startup se prepara abrir o capital na Bolsa de Valores e alimenta os investidores com muitas promessas de lançamentos. O fundador e CEO da empresa, Henrik Fisker, agora tem capital e um audacioso plano estratégico. "Quando criamos a Fisker Inc., decidimos criar uma empresa que poderia oferecer mobilidade elétrica como um serviço, mas o fazemos através de uma gama de veículos altamente emocionais e diferenciados", afirmou em comunicado.

O interessante é a nova empresa também querer entrar na briga das picapes elétricas. Há pouco tempo pensado como um nicho, agora atrai a atenção de todo o mundo, inclusive das grandes montadoras. Além da Tesla Cybertruck e GMC Hummer, modelos como a Ford F-150 elétrica, Lordstown Endurance e até mesmo uma picape da Chevrolet ainda não revelada estarão no jogo.  

Outro ponto chave é a abordagem de Fisker, que não quer transformar a empresa em uma montadora de carros elétricos e sim se concentrar no projeto, promoção e lançamento dos modelos, "terceirizando" o processo de produção. Em entrevista ao Insider, Henrik Fisker disse: "Não queremos ser uma empresa automobilística verticalmente integrada". "Nós não iremos fazer nossa própria produção. Seria estúpido para qualquer startup de elétricos criar uma fábrica totalmente nova."

Fonte: Business Insider