Primeiras unidades do Xcient Fuel Cell foram entregues a clientes na Suíça

Conhecida como uma das empresas que mais investe no desenvolvimento dos veículos movidos a células de combustível, a Hyundai divulgou um comunicado nesta sexta-feira (9) anunciando as primeiras entregas dos caminhões elétricos Xcient Fuel Cell a hidrogênio para clientes na Suíça.

Primeiro caminhão elétrico pesado movido a célula de combustível com produção em série do mundo, o Xcient representa a expansão da marca coreana para os mercados globais e a estreia oficial da divisão de caminhões da Hyundai na Europa. Inicialmente são 7 unidades entregues que fazem parte de um lote com o total de 50 veículos que chegarão às ruas ainda neste ano - a marca coreana pretende vender 1.600 caminhões a hidrogênio na Europa até 2025.

Galeria: Hyundai Xcient Fuel Cell - início de vendas

“A entrega da célula de combustível Xcient dá início a um novo capítulo não apenas para o impulso do hidrogênio da Hyundai, mas também para o uso do hidrogênio pela comunidade global como fonte de energia limpa”, disse In Cheol Lee, vice-presidente executivo e chefe da divisão de veículos comerciais da Hyundai Motor.

"A entrega de hoje é apenas o começo, pois abre possibilidades infinitas para mobilidade limpa. Com a entrega bem-sucedida dos primeiros caminhões Xcient Fuel Cell, temos o orgulho de anunciar nosso plano de expansão além da Europa, para a América do Norte e China, onde já estamos fazendo um grande progresso".

Com 9.475 mm de comprimento, o Hyundai Xcient é impulsionado por um sistema de célula de combustível de hidrogênio de 190 kW (258 cv) composto por duas pilhas de células de combustível de 95 kW (129 cv). O armazenamento de combustível é feito em sete tanques para um total de 32,09 kg de hidrogênio, suficiente para uma autonomia aproximada de 400 km e com tempo de reabastecimento total entre 8 e 20 minutos. 

Graças a um investimento de US$ 1,3 bilhão, a Hyundai afirma que poderá produzir 2.000 caminhões elétricos com célula de combustível por ano a partir de 2021. O aumento da capacidade produtiva tem como objetivo apoiar a expansão em mercados como os Estados Unidos, China e Europa.