CEO da empresa se refere a todo o processo do poço à roda; empresa começará a produzir combustível sintético em 2022

A Porsche não é o primeiro e nem o último fabricante a alardear os combustíveis sintéticos como um meio viável de manter os motores de combustão interna no mercado por mais tempo. A Audi também já manifestou interesse e investiu em combustíveis sintéticos, assim como a McLaren, enquanto a Mercedes-Benz deixou bem claro que não os enxerga como uma solução viável.

O anúncio de que a Porsche vai investir em combustíveis sintéticos e que começará os testes no próximo ano foi feito por Frank Walliser, CEO da Porsche-Motorsport. Ele foi citado recentemente pelas falas que se seguem.  

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Walliser também aponta que usando os combustíveis sintéticos, os carros atuais a gasolina não perderão nenhuma potência (na verdade, eles podem até ganhar alguma) e suas emissões serão aparentemente muito menores em comparação ao rodar com combustível convencional. Usando o material sintético, um motor aparentemente produz menos óxido nitroso e emite menos partículas.

Por serem produzidos do zero, esses combustíveis também são muito mais simples - eles são compostos por cerca de 10 componentes, enquanto os atuais combustíveis à base de petróleo podem ter até 40 componentes. Portanto, queimar esse combustível feito em laboratório é consideravelmente mais limpo e deve emitir muito menos subprodutos perigosos. Walliser explicou que:

Em escala real, esperamos uma redução no impacto do CO2 em cerca de 85%. Se você considerar o poço à roda, onde temos que transportar combustível, temos uma cadeia de suprimentos global, tudo em torno disso - você tem eficiência em todo o processo. Em uma consideração direto ao volante, está no mesmo nível de um carro elétrico.

A Porsche não fará isso sozinha e também se associou à Siemens Energy, Enel, AME e ENAP para criar uma fábrica que produzirá este novo combustível mais limpo. Essa planta entrará em operação em 2022 e o plano é produzir até 55 milhões de litros de combustível nos primeiros dois anos e, em seguida, aumentar exponencialmente a produção se tudo correr conforme o planejado.