A China é o maior mercado de carros elétricos do mundo e tem uma infinidade de opções de modelos e versões. Essa variedade, aliada a outras questões locais, permite ao país asiático incluir uma boa parcela da população que compra carros na mobilidade elétrica. 

No entanto, na imensa maioria dos mercados, incluindo o Brasil, o carro elétrico ainda está muito longe da popularização, ainda que venha aumentando rapidamente sua participação de mercado. 

Galeria: Wuling Hongguang MINIEV Macaron

O tema foi abordado pela consultoria global Jato Dynamics no estudo denominado "Electric Vehicles: A Pricing Challenge 2021". Para demonstrar os resultados, um gráfico resume de forma bem clara a evolução de preços dos veículos elétricos nos principais mercados globais desde 2011. 

Ainda que esteja vendendo cada vez mais carros elétricos, a Europa viu o preço médio desses veículos subir ao longo dos anos, enquanto que os EUA, pelo contrário, experimenta uma queda nos valores, ainda que esteja longe do Velho Continente em termos de percentual de eletrificação.

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Fonte: Caradisiac / Jato Dynamics

A questão aqui é que os robustos incentivos governamentais e as leis antipoluição mais rígidas têm feito a diferença para os europeus, enquanto os norte-americanos ensaiam uma aceleração rumo à eletrificação, com investimentos em infra-estrutura, mudança na legislação e mais incentivos.

Renault City K-ZE
Renault K-Ze, versão elétrica do Kwid à venda na China

Falando sobre a China especificamente, chama a atenção o seguinte: "este ano, 40% dos carros elétricos vendidos foram carros urbanos, com um preço médio de compra de 6.700 euros". Ou seja, em uma conversão direta, o preço médio pago pelo chinês no carro elétrico equivale a R$ 41.900, valor que atualmente não compra um carro popular flex no Brasil. Metade dos carros movidos a bateria no país asiático custam abaixo de 10.000 euros (R$ 62.500).

Volkswagen-JAC Sihao E10X
Sihao E10X, vendido no Brasil como JAC e-JS1

São valores bem distantes da realidade mundial, ainda que na Europa sejam amenizados por conta dos generosos incentivos oferecidos pelos governos da UE. No entanto, há que se destacar que os carros chineses são mais acessíveis, porém, em grande parte são modelos mais simples e menos equipados que os equivalentes europeus. 

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Fonte: Caradisiac

Galeria: Renault City K-ZE - Salão de Xangai

Foto de: Mark Kane