Citroën C3 terá versão elétrica no início de 2023 para encarar Kwid E-Tech
Detalhes sobre o modelo ainda são limitados, mas desde já a marca anuncia que terá preços competitivos
O Citroën C3 realmente terá uma versão totalmente elétrica. Depois de devidamente apresentado e colocado à venda nas versões tradicionais com motores térmicos, o modelo de nova geração caminha agora para cumprir importante papel na estratégia de eletrificação da Stellantis. Em entrevista recente, o CEO Carlos Tavares confirmou que o compacto ganhará versão puramente elétrica em breve e que a Índia será o primeiro mercado a receber a novidade.
O lançamento está programado para o início de 2023, com reservas logo na sequência. A produção será local, na fábrica de Chennai, e desde já Tavares promete colocar o C3 EV à venda com preços competitivos. “Estamos tentando trabalhar muito duro nisso, para oferecer um preço acessível para um EV que a classe média possa comprar”, disse.
Detalhes técnicos ainda são desconhecidos, mas tudo indica que o modelo será oferecido em configuração única de motor elétrico e diferentes opções de baterias. Nas versões de entrada o conjunto será relativamente modesto, já que o foco será no preço. Nesse sentido, bateria provavelmente terá capacidade de 30,2 kWh e o motor elétrico entregará cerca de 86 cv de potência.
Para efeito de comparação, os compactos elétricos vendidos pela Stellantis na Europa (leia-se Peugeot e-208 GT, Peugeot e-2008, Opel Corsa-e e Opel Mokka-e) usam bateria de 50 kWh e têm motor elétrico de 136 cv, um conjunto que será atualizado em breve para ampliar a eficiência e autonomia.
“Há uma grande oportunidade para a Índia poder vender carros compactos EV a um preço acessível, protegendo a lucratividade. Porque o país tem uma base de fornecedores tão competitiva em termos de custos, então exportar para a Europa é possível", disse Tavares.
No mercado indiano, o inédito C3 elétrico brigará diretamente com Tata Tigor EV e o futuro compacto elétrico da MG. Além da Índia, o modelo será lançado em outros países emergentes, onde pode se transformar em um forte concorrente para o Renault Kwid E-Tech. Seria uma boa opção aqui para o Brasil?
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