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Motor elétrico de 750 cv e 13 kg bate recorde de densidade de potência

Tecnologia desenvolvida pela britânica Yasa, que pertence à Mercedes-Benz, usa arquitetura de fluxo axial

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Foto de: Mercedes-Benz

A Yasa, empresa britânica adquirida pela Mercedes-Benz para desenvolver propulsores de altíssimo desempenho para seus futuros modelos elétricos da linha AMG, apresentou um novo motor que redefine os limites da densidade de potência no setor automotivo.

Com apenas 13,1 kg, o novo motor elétrico axial é capaz de entregar até 550 kW (equivalente a 747 cv), mantendo dimensões compactas e oferecendo possibilidades inéditas para integração em veículos de alto desempenho.

Mercedes Vision One-Eleven, o motor elétrico axial da Yasa

Potência extrema com peso mínimo

O dado foi compartilhado por Tim Woolmer, diretor de tecnologia da Yasa, em sua conta no LinkedIn. Segundo ele, trata-se da maior densidade de potência já registrada para um motor elétrico de sua categoria — e talvez de qualquer motor elétrico já produzido.

Nos testes, o motor conseguiu operar com 670 volts e 850 ampères por mais de cinco segundos consecutivos. Com um peso tão reduzido, é possível instalar três ou até quatro motores por veículo, o que abre espaço para configurações extremamente potentes e eficientes em carros elétricos esportivos.

Arquitetura axial faz a diferença

A Yasa alcançou esse desempenho excepcional com sua tecnologia de motores de fluxo axial, que diferem dos motores radiais convencionais por oferecerem maior eficiência e menor peso, graças a uma geometria mais compacta e ao aproveitamento mais direto do fluxo magnético.

Ainda não está claro se essa nova unidade é uma evolução dos motores que já estão previstos para os modelos elétricos da Mercedes-AMG, ou se se trata de um projeto totalmente novo. De qualquer forma, Woolmer deixou claro que a Yasa ainda não atingiu os limites de sua tecnologia. Novos motores com uma relação ainda mais impressionante entre peso e potência já estão em desenvolvimento.

A promessa é ousada — e animadora. Resta saber quando essa tecnologia começará a aparecer nos carros de produção em série e até onde a Yasa conseguirá ir na próxima geração de supermotores elétricos.