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Ford quer elétricos com mesma autonomia usando até 1/3 menos bateria

Nova estratégia busca reduzir peso e custo, mantendo alcance competitivo

Ford

A Ford quer mudar a forma como pensamos sobre baterias de carros elétricos. Segundo Doug Field, chefe global de veículos elétricos da marca e ex-executivo da Tesla, a nova geração de EVs da montadora terá autonomia similar à dos concorrentes, mas com baterias até um terço menores.

Hoje, muitas fabricantes apostam em pacotes de bateria enormes para alcançar longas distâncias, o que acaba tornando os carros mais pesados e caros. A Ford, por outro lado, acredita que a chave está na eficiência. “Nossa obsessão com eficiência fará com que os futuros elétricos alcancem a mesma autonomia dos concorrentes com uma bateria muito menor”, afirmou Field.

Produção do Ford F-150 Lightning

A primeira aplicação dessa estratégia será em uma picape média de cerca de US$ 30 mil (R$ 162 mil), desenvolvida sobre a nova plataforma Ford Universal EV. O modelo usará uma bateria de aproximadamente 51 kWh — quase metade da capacidade encontrada na F-150 Lightning, por exemplo. Embora a Ford não tenha divulgado a autonomia estimada, a meta é combinar eficiência aerodinâmica, redução de peso e novos processos construtivos para entregar alcance competitivo.

A proposta contrasta com o caminho seguido por modelos como Chevrolet Silverado EV e GMC Hummer EV, que usam baterias enormes para entregar mais de 500 km de alcance, mas sofrem com peso elevado e preços altos — em parte pelo custo das baterias, que podem chegar a US$ 20 mil ou 30 mil (mais de R$ 160 mil).

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Foto de: Ford

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Para viabilizar a estratégia, a Ford aposta em uma nova arquitetura mais simples, com 20% menos peças, uso de grandes peças fundidas em alumínio para substituir componentes individuais e um pacote de baterias estruturais que também serve como piso do veículo. A marca ainda desenvolveu um novo processo de produção, apelidado de “árvore de montagem”, para otimizar a fabricação.

Embora não haja previsão para que esses futuros modelos cheguem ao Brasil, a abordagem pode influenciar projetos globais e tornar mais viável a oferta de elétricos mais acessíveis no mercado nacional.