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BYD Dolphin Mini terá radar a laser e até 505 km de autonomia

Seagull, que deu origem ao hatch vendido no Brasil, surge com sensor LiDAR no teto e autonomia estimada maior

BYD Seagull (especificações da China)
Foto de: Kevin Williams/InsideEVs

A BYD trabalha em uma evolução do Seagull (Dolphin Mini) na China. Fotos recentes do hatch elétrico divulgadas pelo site CarNewsChina mostram algo incomum para um carro dessa categoria: um sensor LiDAR montado no teto. Além disso, documentos preliminares indicam que a autonomia pode chegar a até 505 km no ciclo chinês CLTC, um salto em relação ao modelo atual.

O tema interessa diretamente ao Brasil porque o Seagull é a base do Dolphin Mini, carro que rapidamente ganhou espaço no mercado nacional. Em fevereiro, o compacto elétrico foi o veículo mais vendido do varejo brasileiro, com mais de 4 mil unidades emplacadas, um volume significativo para um modelo totalmente elétrico.

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Foto de: CarNewsChina

As imagens divulgadas na China mostram um protótipo do Seagull com um módulo LiDAR centralizado no teto, solução normalmente vista em veículos mais caros. A expectativa é que o hatch passe a oferecer uma versão do sistema de assistência à condução da BYD conhecido como God’s Eye, que utiliza sensores adicionais para ampliar as funções de direção assistida.

Outra possível mudança está na autonomia. Informações ligadas a registros regulatórios chineses indicam que o hatch pode receber uma bateria Blade LFP de cerca de 40 kWh, ligeiramente maior que a atual e atualizações técnicas. Com isso, a autonomia poderia chegar a até 505 km no ciclo CLTC, padrão usado na China e conhecido por gerar números mais otimistas que os ciclos ocidentais. Ainda assim, se estivermos falando de algo na casa dos 350-400 km reais para um subcompacto é muito relevante. 

Hoje, o Seagull vendido no mercado chinês oferece até 405 km CLTC em sua configuração mais eficiente. O novo número representaria um avanço considerável, embora parte da diferença também esteja ligada ao método de medição. Em termos mais comparáveis, algo nessa faixa costuma equivaler a cerca de 360 km no padrão WLTP, dependendo da configuração final. 

A presença de LiDAR em um carro desse porte também chama atenção por outro motivo: mostra como algumas montadoras chinesas estão levando tecnologias de assistência mais sofisticadas para modelos cada vez mais acessíveis.

Para sustentar a estratégia global do modelo, a BYD mantém uma política de nomes diferentes para o mesmo modelo conforme a região. Na América Latina, incluindo Brasil e México (com exceção de Colômbia e Uruguai), o hatch é vendido como Dolphin Mini. Já na Europa e na África do Sul ele aparece como Dolphin Surf, geralmente com carroceria de cerca de 3.990 mm de comprimento. Em outros mercados, como Austrália, Nova Zelândia, Indonésia e Nepal, o modelo adota o nome Atto 1, mantendo a mesma base técnica do compacto elétrico desenvolvido originalmente como Seagull na China.

Galeria: BYD Seagull - Primeira viagem de carro (China Spec)

Para o Brasil, qualquer evolução do Seagull serve de alerta. O modelo é a base do Dolphin Mini, lançado aqui em 2024 e que rapidamente se tornou o carro elétrico mais vendido do país. Ainda não há confirmação de que essas mudanças chegarão ao carro vendido no mercado brasileiro, mas atualizações técnicas na China costumam antecipar futuras evoluções globais da linha.


O que você pensa sobre isso?

Se confirmados, maior autonomia e novos sensores de assistência podem reforçar ainda mais a posição do compacto elétrico da BYD. Principalmente em um cenário de concorrência acirrada no segmento dos elétricos urbanos.

Fonte: CarNewsChina