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COP30 aponta futuro dos combustíveis no Brasil, mas não muda nada no seu carro agora

Roteiro orienta planos para energia e mobilidade, mas não altera regras atuais para motoristas, postos ou montadoras no Brasil

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Foto de: InsideEVs Brasil

A presidência brasileira da COP30 apresentou, no último dia 3 de novembro, um roteiro voluntário para reduzir gradualmente o uso de petróleo, gás e carvão nos sistemas de energia. O setor de transporte está entre os alvos avaliados. O documento reúne contribuições de 115 países, da União Europeia e de 247 organizações, mas não cria nenhuma obrigação nova e imediata para motoristas ou fabricantes de veículos no Brasil.

O chamado Mapa do Caminho para a Transição para o Afastamento dos Combustíveis Fósseis funciona como diretriz internacional, não como lei. Cabe a cada governo decidir se e como vai aplicar as recomendações aos próprios mercados de combustíveis e de veículos, inclusive o brasileiro.

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Foto de: Motor1 Brasil

Roteiro não muda regras dos carros, mas orienta políticas para combustíveis

O eixo do roteiro batizado Belém Readiness Approach analisa como cada país usa energia em transporte, indústria e construção civil. Também observa a oferta de combustíveis fósseis diante da expansão de fontes limpas. Para o transporte, isso significa medir dependência de petróleo e gás antes de propor metas.

Nenhuma resolução do Código de Trânsito Brasileiro, portaria do Inmetro ou norma de licenciamento é alterada pelo anúncio. O que já está em curso no Brasil segue políticas nacionais distintas do documento internacional, como o aumento da mistura de etanol na gasolina com mais etanol e os debates recentes sobre propostas de políticas de combustíveis.

Ana Toni, diretora executiva da COP30, resumiu o espírito do texto: “Cada país precisa começar agora”. Já André Corrêa do Lago, presidente da conferência, foi direto ao afirmar que “não precisamos de mais negociações, precisamos de governos que ajam”.

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Foto de: Motor1 Brasil

E o Brasil nessa?

O roteiro indica três frentes para colocar o afastamento dos combustíveis fósseis em prática. A primeira é incentivar países, governos locais e setores a começar já, usando o Belém Readiness Approach para identificar prioridades em demanda, oferta de energia e economia.

A segunda é organizar um “TAFF Mutirão”, agenda coletiva para acelerar ações coordenadas nesta década crítica, até 2033. A terceira propõe manter o diálogo internacional em andamento, com futuras presidências da COP e avaliações globais de progresso. No Brasil, isso aponta uma direção de política pública, não uma mudança imediata em impostos, preços de combustível ou regras de emplacamento.

O que você pensa sobre isso?

No país, iniciativas já em andamento mostram por onde a transição tende a passar na prática. O BNDES aprovou R$ 879,4 milhões para financiar 400 ônibus elétricos em São José dos Campos, parte de um investimento total de R$ 1,139 bilhão com entrega prevista até 2027.

Em paralelo, o Plano Decenal de Expansão de Energia 2036, em consulta pública até 6 de novembro de 2026, estima de forma indicativa R$ 142 bilhões em investimentos em biocombustíveis entre 2027 e 2036. O número reforça que o etanol segue como aposta central do país, em combinação com a eletrificação da frota.

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