Elétricos usados: os modelos que realmente valem a comprar por até R$ 160 mil
Confira nove opções elétricos usados, entre hatches e SUVs, para dar adeus ao posto de combustível
A chegada de elétricos mais baratos nos últimos anos também ajudou outro mercado a ganhar opções acessíveis: o de usados e seminovos. Eles ainda não estão tão próximos dos carros a combustão, mas há modelos interessantes de compactos a SUV e até esportivos, todos disponíveis abaixo do ticket médio de 0km, hoje entre R$ 150 mil e 160 mil.
Abaixo, para ajudar você, leitor do Insideevs.com Brasil, reunimos as melhores opções até esse preço, levando em conta o preço de tabela e os principais pontos positivos de cada um, bem como suas capacidades de recarga e alcance das baterias. Veja a lista a seguir.
Renault Kwid E-Tech - a partir de R$ 61 mil
Ele já foi o elétrico 0km mais barato do País - e também o carro sem câmbio manual mais em conta por aqui. Tem como vantagem ser pequeno e não diferir - nos primeiros anos, ao menos - do visual do modelo a combustão, facilitando em partes na manutenção.
Sua bateria de 26,8 kWh utiliza a química NMC (Lítio-Níquel-Manganês-Cobalto). Os dados oficiais de autonomia declarados são de 185 km no padrão do Inmetro, enquanto a Renault divulga até 298 km no ciclo global WLTP.
Para carregá-lo, o subcompacto aceita recarga rápida (DC) de até 30 kW, que recupera de 15% a 80% em 40 minutos. Em carregador residencial lento (AC) do tipo wallbox de 7,4 kW, a mesma tarefa é cumprida em 2 horas e 54 minutos segundo a montadora.
Peugeot E-208 - a partir de R$ 94 mil
Com preço bem próximo do seu equivalente a combustão que está nas concessionárias, o E-208 GT é a opção para quem gosta de hatches europeus compactos. Com tabela de cerca de R$ 94 mil a R$ 100 mil, dependendo do ano, ele costuma ser vendido no varejo acima dos R$ 110 mil, sendo a maioria nas cores amarela e azul.
O motor elétrico dianteiro tem 136 cv e 26,5 kgfm. Para alimentar, a bateria de 50 kWh brutos (46,3 kWh úteis) utiliza química NMC (Lítio-Níquel-Manganês-Cobalto). Ela tem alcance oficial homologado de 220 km pelo Inmetro, enquanto a fabricante divulga até 345 km no ciclo WLTP.
Ele aceita recarga rápida de até 100 kW em corrente contínua (DC), indo de 0% a 80% em rápidos 30 minutos oficiais, enquanto no wallbox residencial (AC) de 7,4 kW o tempo declarado é de 6 horas e 02 minutos.
BYD Dolphin Mini - a partir de R$ 98 mil
Os tempos mudaram. Há alguns anos, se alguém dissesse que um dos hatches mais vendidos do Brasil seria um subcompacto chinês, provavelmente escutaria risadas. Mas cá está o BYD Dolphin Mini, um dos modelos elétricos mais baratos do País, vendendo como pão quente desde sua chegada ao mercado nacional.
De início, o modelo da BYD contava com quatro lugares, o que logo foi atualizado pela opção atual, para cinco passageiros. No visual, pouco mudou, mas a marca fez trabalhos precisos para melhorar e ajustar a suspensão ao gosto do brasileiro, especialmente na linha 2026.
O Dolphin Mini traz bateria Blade com química LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) de 38,88 kWh, com autonomia de 280 km homologada pelo Inmetro. Na recarga rápida (DC) de 40 kW, recupera de 30% a 80% em 30 minutos, exigindo cerca de 6 horas no wallbox lento (AC) de até 6,6 kW.
GWM Ora 03 - a partir de 116 mil
Primeira aposta da GWM entre elétricos, o Ora 03 acabou perdendo um pouco de espaço recentemente para conviver ao lado de seu irmão maior, o Ora 5. De qualquer forma, como usado, o hatch é uma opção interessante para quem busca sair da mesmice.
O visual é retrô, com carroceria arredondada, e as lanternas não ocupam posição tradicional — elas ficam junto do vidro do vigia. Por dentro, o Ora 03 tem acabamento interessante e repete o estilo vintage que se vê no exterior. Já na parte técnica, as várias versões oferecidas desde 2024 diferem principalmente na bateria.
Para este ranking, elencamos a primeira a chegar, a Skin, com motor elétrico dianteiro de 171 cv de potência e 25,5 kgfm de torque imediato. A bateria de 48 kWh adota a química LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) e entrega autonomia oficial de 232 km pelo Inmetro, contra 310 km declarados no ciclo global WLTP.
Em carregador rápido de corrente contínua (DC) a 64 kW, a recarga de 20% a 80% leva 35 minutos de acordo com a montadora. No carregamento lento residencial (AC) de até 11 kW, a mesma recuperação de carga exige cerca de 3 horas e 30 minutos.
BYD Dolphin EV - a partir de 118 mil
Antes do Mini, veio o Dolphin. Com visual mais tradicional e porte mais próximo de um hatch médio, o modelo chegou cerca de um ano antes do irmão menor e ajudou a pavimentar o caminho para a BYD no mercado brasileiro.
Focando na versão de entrada, chamada apenas de EV - posteriormente de GS - ele é equipado com motor de 95 cv e 18,3 kgfm, e foca no conforto de rodagem. Sua bateria Blade de 44,9 kWh traz durável química LFP (Lítio-Ferro-Fosfato), com autonomia oficial de 291 km pelo Inmetro.
Na recarga rápida (DC) de até 60 kW, o tempo de 30% a 80% é de 30 minutos oficiais da marca. Já no carregamento doméstico lento (AC) em wallbox de até 6,6 kW, o tempo para ir de 20% a 100% é de 5 horas e 30 minutos.
Peugeot E-2008 - a partir de R$ 126 mil
Gostou do e-208, mas precisa de mais espaço? Há o e-2008, seu SUV com quem compartilha muito, inclusive o bom acabamento, equipamentos e conjunto de motor e baterias. Cheio de estilo, tem tabela começando em R$ 126 mil, mas pode ser encontrado com preços que vão dos R$ 130 mil até perto dos R$ 150 mil.
Como o e-208, o e-2008 tem 136 cv e 26,5 kgfm de torque. A bateria de 50 kWh pode ser recarregada em 7,4 kW em AC e 101 kW em DC, o que já é melhor que no hatch, mostrando uma evolução. Com sorte, encontrará algumas das poucas unidades da versão reestilizada no Brasil, mas acima deste valor limite que colocamos aqui. De qualquer forma, é uma boa opção.
Mini Cooper EV - a partir de R$ 127 mil
Diferenciar um Mini Cooper a combustão do elétrico é bem difícil, e isso pode ser bom. No mercado começando perto dos R$ 130 mil, a geração anterior do hatch BEV aposta no mesmo conceito que sua variante a combustão: estilo, dinâmica e tamanho compacto. Nesta faixa de preço, chega a ser mais interessante até que os 2.0 turbo.
São 184 cv e 27,5 kgfm em um motor elétrico instalado no eixo dianteiro. Suas baterias de 32,6 kWh brutos (28,9 kWh úteis) usam química NMC (Lítio-Níquel-Manganês-Cobalto). Por conta do tanque de energia compacto, a autonomia no ciclo do Inmetro é de apenas 161 km.
Para recuperar a carga rápida (DC) em eletropostos de até 50 kW, o tempo de 0% a 80% é de 35 minutos oficiais. Já na recarga residencial lenta (AC) com wallbox de 11 kW, o tempo total oficial fornecido pela montadora é de 3 horas e 30 minutos.
Chevrolet Spark EUV - a partir de R$ 139 mil
Com a queda de preço da versão 0km, as unidades do SUV - ainda importadas da China - usadas também ficaram mais acessíveis. Não é incomum achar unidades na casa dos R$ 130 mil, e que pouco diferem das unidades novas.
Bem compacto, o Spark EUV aposta em linhas de jipinho para se diferenciar do mar de hatches oferecidos pelas concorrentes. De negativo, oferece apenas quatro lugares. Já na motorização e conjunto elétrico, há um propulsor dianteiro de 102 cv e 18,4 kgfm de torque instantâneo.
Ele é alimentado por uma bateria com química LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) com 42 kWh de capacidade, que entrega 258 km de autonomia oficial pelo Inmetro. No quesito recarga, aceita até 50 kW em corrente contínua (DC), completando de 30% a 80% da carga em 35 minutos, enquanto no wallbox residencial lento (AC) de até 7,4 kW a recuperação total de energia leva entre 6 e 7 horas.
BYD Yuan Pro - a partir de R$ 150 mil
Primeira aposta da chinesa entre os SUVs compactos, ele ganhará muito em breve a companhia do Atto 2 - que nada mais é do que mesmo carro, mas em sua versão híbrida -. De qualquer forma, o design e as dimensões não mudam.
Com porte próximo de um VW T-Cross, o Yuan Pro e traz motorização em dia com o que oferece a linha Dolphin, caso do propulsor dianteiro de 177 cv de potência e torque de 29,6 kgfm. Sua bateria Blade com química LFP (Lítio-Ferro-Fosfato) possui capacidade de 45,1 kWh, entregando autonomia homologada oficial de 250 km pelo Inmetro.
Na recarga rápida (DC) de até 65 kW, o SUV compacto chinês vai de 30% a 80% em 30 minutos oficiais. No carregador doméstico lento (AC) em wallbox de até 6,6 kW, o preenchimento total de carga leva cerca de 7 horas.
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