Vimos ao vivo o Nissan N7, novo sedã elétrico da marca na China
Modelo foi destaque no Salão de Xangai e já está à venda no mercado chinês
O InsideEVs Brasil esteve no Salão de Xangai 2025 e viu de perto o Nissan N7, novo sedã elétrico da marca japonesa desenvolvido especialmente para o mercado chinês. O modelo já está sendo vendido na China com preços entre R$ 93.300 e R$ 116.950, em conversão direta.
O N7 é o primeiro modelo elétrico da joint-venture Dongfeng-Nissan com foco total no segmento de veículos novos de energia (NEV, na sigla chinesa). Trata-se de uma resposta estratégica à queda nas vendas da Nissan na China nos últimos anos — só entre 2019 e 2024, a marca perdeu 49% de participação.
O carro é baseado no Dongfeng eπ 007, lançado anteriormente no mesmo mercado. Ambos utilizam a plataforma modular Tianyan, desenvolvida para veículos elétricos, híbridos plug-in (PHEV) e elétricos com extensor de autonomia (EREV). O projeto, assim como a produção, é todo local, mas com possibilidades de exportação para Europa no radar.
Visual e dimensões
Imponente, e mais interessante ao vido do que nas fotos, o N7 mede 4,93 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,48 metro de altura e tem 2,91 metros de entre-eixos — maior que o Nissan Sentra vendido no Brasil. O coeficiente aerodinâmico é de apenas 0,208 Cd. O sedã tem maçanetas embutidas, teto com linha suave e uma barra de LED frontal com 710 pontos luminosos, formando uma faixa interativa.
Na traseira, a barra luminosa conecta as lanternas com o nome Nissan em destaque ao centro. Há opções de rodas de 17 e 19 polegadas e seis cores externas: azul, prata, ciano, bege, branco e preto.
Interior tecnológico
A cabine segue o estilo cada vez mais comum nos elétricos atuais e traz soluções modernas, como ausência de botões físicos e central multimídia de 15,6 polegadas com resolução 2.5K. O painel de instrumentos é digital, e o volante tem dois raios em formato oval. Entre os destaques estão carregador de celular por indução de 50W, 3 entradas USB, dois porta-copos e sistema de som com até 14 alto-falantes.
O sistema operacional utiliza o chip Qualcomm Snapdragon 8295P e oferece suporte para Android Auto (HiCar/CarLink) e Apple CarPlay. Um assistente de voz com inteligência artificial, baseado no modelo DeepSeek-R1, também está integrado. As poltronas dianteiras contam com função de massagem em 12 pontos, e os bancos são revestidos com material com camada de gel, controlados pelo sistema "AI Zero-pressure Cloud".
Além disso, há teto solar panorâmico, iluminação ambiente com 256 cores e até geladeira a bordo. O porta-malas comporta 504 litros.
Conjunto mecânico e versões
O Nissan N7 é oferecido com duas opções de bateria LFP (fosfato de ferro-lítio), ambas fornecidas pela Sunwoda. A versão de entrada tem 58 kWh, motor traseiro de 160 kW (217 cv) e autonomia entre 510 e 540 km pelo ciclo CLTC. Já a versão superior tem 73 kWh, entrega 200 kW (272 cv) e alcança até 625 km de autonomia. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 6,9 segundos.
O modelo é vendido na China em cinco versões:
- Nissan N7 510 Air – 119.900 yuan (~R$ 93.300)
- Nissan N7 510 Pro – 129.900 yuan (~R$ 101.120)
- Nissan N7 510 Max – 139.900 yuan (~R$ 108.940)
- Nissan N7 625 Pro – 139.900 yuan (~R$ 108.940)
- Nissan N7 625 Max – 149.900 yuan (~R$ 116.950)
Galeria: Nissan N7 no Salão de Xangai 2025
Todas trazem tração traseira e priorizam conforto, conectividade e tecnologias de assistência à condução. O sistema semiautônomo NOA (Navigate On Autopilot), desenvolvido com a empresa Momenta, permite operação assistida em vias expressas e trânsito urbano.
Estratégia local, foco global
Mesmo sendo um produto pensado inicialmente para o mercado chinês, o N7 é reflexo de uma mudança no posicionamento da Nissan. A marca passa a enxergar a China não apenas como consumidor, mas como centro de desenvolvimento e exportação de veículos elétricos. O modelo faz parte do plano estratégico The Arc, que busca acelerar a eletrificação da marca em escala global.
O InsideEVs Brasil segue acompanhando de perto as novidades do mercado chinês, que hoje dita o ritmo global da mobilidade elétrica. A cobertura do Salão de Xangai reforça como montadoras tradicionais vêm se adaptando à nova realidade imposta pelos fabricantes locais, cada vez mais competitivos e inovadores.
Fotos: Fábio Trindade (Motor1/InsideEVs)
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Nissan Juke elétrico é revelado e tem estreia marcada para 2027
Nova bateria da BYD é brilhante, mas pode tornar reparos um problema
Nissan NX8 estreia com 1.450 km, sistema EREV e já roda no Brasil
Changan avança em bateria sólida com até 2.000 km de autonomia
Nissan tenta virar o jogo com novo SUV elétrico de 800V e versão EREV
Geely EX2 terá novidades e até 460 km de alcance na China
BYD, Chery e GWM disputam fábrica da Nissan no México