Renault prepara Megane E-Tech esportivo para reagir à queda de vendas
Hatch elétrico perde espaço para Renault 4 e 5, mas pode ganhar versão hot hatch e bateria maior
Tanto no Brasil quanto na Europa, o atual Renault Megane nasceu com a missão de inaugurar a nova fase da marca marcada pelo foco em eletrificação. Lançado em 2022, o crossover que mistura elementos de hatchback e SUV não recebeu grandes mudanças desde então e o peso da idade começa a cobrar seu preço.
A queda nas vendas comprova isso. No primeiro semestre de 2025, o Megane E-Tech registrou apenas 10.082 unidades comercializadas na Europa, retração de 67% em relação ao ano anterior. Não ajudam também a chegada de novos rivais mais acessíveis e pelo fogo amigo dos novos Renault 4 e Renault 5, que oferecem apelo retrô e preços bem mais competitivos que as £ 32.495 (R$ 235 mil) cobradas pelo hatchback elétrico.
Garagem EV: Renault Megane E-Tech Elétrico
Em para reagir a esta queda, a resposta da francesa pode estar na mudança de posicionamento do carro. Em entrevista à Autocar durante o Salão de Munique, Fabrice Cambolive, executivo-chefe da Renault, sinalizou que a estratégia será a de reposicionar o Mégane E-Tech como um modelo mais refinado e com foco no lado emocional, apostando inclusive em versões esportivas.
Ainda não está claro se o futuro ''hot hatch'', como foi chamado por Cambolive, usará a bandeira Renault Motorsport. O último esportivo da divisão foi justamente o Megane da geração anterior, movido a combustão, antes de a Alpine assumir o papel de divisão de alta performance da companhia.
No momento, as apostas sobre melhorias na motorização recaem sobre o uso de uma bateria maior que a atual de 60 kWh, hoje responsável por uma autonomia de 337 km. Também se especula a adição de um segundo motor elétrico, possivelmente herdado do primo Nissan Ariya NISMO.
No modelo japonês, há duas configurações disponíveis. A versão de entrada entrega 367 cv e 57 kgfm de torque, obtidos por meio de dois motores elétricos alimentados por uma bateria de 66 kWh. Já a mais potente eleva os números para 435 cv e 61 kgfm de torque, com o suporte de uma bateria maior de 91 kWh.
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