Vídeo mostra SUV elétrico ejetando bateria em teste inusitado na China
Demonstração ocorreu em evento técnico com um Chery iCar 03T; montadora chinesa nega participação
Um vídeo que viralizou nas redes sociais chinesas nos últimos dias reacendeu o debate sobre segurança em veículos elétricos. As imagens mostram um SUV expelindo sua bateria de forma violenta durante um teste controlado, em uma simulação de runaway térmico — quando há superaquecimento incontrolável das células. A proposta seria reduzir os riscos de incêndio e proteger os ocupantes do carro.
O teste ocorreu em 19 de setembro, durante o evento “Power Battery Launch Technology Demonstration and Exchange Meeting”, organizado pelo China Vehicle Collision Repair Technical and Research Center. Esse centro de pesquisa, segundo informações publicadas pela Yicai, está ligado ao Mit Group, uma empresa chinesa de serviços automotivos.
As imagens mostram um SUV identificado como Chery iCar 03T, de onde a bateria foi ejetada lateralmente a uma distância de cerca de três a seis metros. Após o disparo, o módulo foi rapidamente contido por funcionários com o uso de um cobertor especial de combate a incêndio, em uma área preparada com travesseiros para absorver o impacto.
Polêmica com as marcas envolvidas
Logo após a repercussão, surgiram especulações sobre quem estaria por trás do desenvolvimento da tecnologia. O nome da Joyson Electronics, fornecedora chinesa de sistemas automotivos, chegou a ser citado. No entanto, a empresa negou à Yicai qualquer envolvimento no projeto de ejeção.
Já a Chery, por meio de sua submarca iCar, também se posicionou nas redes sociais, destacando que não tem ligação com a iniciativa e pedindo “interpretação racional” ao público. A montadora explicou que o veículo usado no teste foi apenas uma base para a demonstração, sem participação direta da empresa.
Dessa forma, os indícios apontam que a demonstração tenha sido conduzida pelo centro ligado ao Mit Group, sem a cooperação formal das marcas citadas.
A ideia por trás do sistema é simples: em caso de superaquecimento grave, sensores detectariam o risco e acionariam um mecanismo de segurança semelhante ao de um airbag, ejetando a bateria em menos de um segundo. Na teoria, isso isolaria o foco do incêndio e aumentaria a segurança dos ocupantes.
Porém, a reação pública foi majoritariamente crítica. Uma bateria de centenas de quilos lançada a metros de distância pode se tornar um projétil extremamente perigoso, atingindo outros veículos ou pedestres. Além disso, especialistas lembram que em colisões graves a estrutura do carro poderia ficar comprometida, inviabilizando o próprio mecanismo.
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