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Xiaomi SU7 Max: sedã elétrico é flagrado em cegonheira na Argentina

São os famosos sedãs elétricos esportivos da empresa chinesa. Fotos de um paparazzo do InsideEVs em Jujuy

Xiaomi SU7 Max - Argentina
Foto de: InsideEVs Argentina

A Xiaomi, conhecida globalmente por seus smartphones, está ganhando cada vez mais destaque no setor automotivo com seus modelos elétricos esportivos. Lançada oficialmente em 2024, a divisão automotiva da marca chinesa já acumula feitos impressionantes com apenas dois modelos à venda: o YU7 e o SU7.

Em abril, o SU7 Ultra, pilotado por Vincent Radermecker, bateu o recorde de carro elétrico de rua mais rápido em Nürburgring, com o tempo de 7:04.957, superando o Rimac Nevera e o Porsche Taycan Turbo GT. Pouco tempo depois, um protótipo do SU7 Ultra voltou à pista alemã e cravou um novo tempo recorde: 6:22.091 — embora essa versão ainda não seja homologada para uso nas ruas.

Xiaomi SU7 Max - Argentina

Xiaomi SU7 Max - Argentina

Foto de: InsideEVs Argentina

Por enquanto, entre esses superelétricos, apenas o Porsche Taycan Turbo GT está disponível na Argentina. Mas uma novidade agitou os bastidores do InsideEVs Argentina: ao menos oito unidades do Xiaomi SU7 Max foram flagradas circulando em comboio no norte do país.

As imagens foram enviadas por Baltasar Alcántara, colaborador local, que relatou o avistamento nas proximidades da desafiadora Cuesta de Lipán, a quase 4.200 metros de altitude, no retorno de Salinas Grandes rumo a Purmamarca, na província de Jujuy. Os carros estavam sendo transportados por dois caminhões cegonha com placas do Paraguai, vindos possivelmente do Chile pelo passo de Jama.

Galeria: Xiaomi SU7 Max - Argentina

Ainda que não tenha o mesmo nível de performance da versão Ultra, o SU7 Max impressiona. Trata-se de um sedã esportivo com dois motores elétricos — um em cada eixo — que juntos entregam 673 cv de potência e 838 Nm de torque. As baterias de 101 kWh garantem aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,8 segundos, com velocidade máxima limitada a 265 km/h.


O que você pensa sobre isso?

A presença dessas unidades na Argentina pode indicar apenas um trânsito logístico rumo a outro país da região. No entanto, também é possível que a Xiaomi esteja realizando testes em altitudes elevadas, algo comum entre fabricantes, mesmo sem intenção imediata de comercializar seus veículos localmente — como já aconteceu, por exemplo, com o Alpine A110.

Independentemente do motivo, é certo que o sedã elétrico mais comentado da China está cruzando terras sul-americanas. E sua presença não passa despercebida por quem acompanha de perto a eletrificação automotiva no continente.