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Baterias usadas de carros elétricos viram fonte de energia para IA

Redwood Materials cria microrredes solares com baterias para abastecer data centers de Inteligência Artificial

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Foto de: Redwood Materials

Baterias que um dia equiparam carros elétricos estão sendo reaproveitadas em um cenário bem diferente: o abastecimento energético de centros de dados voltados à Inteligência Artificial (IA). A iniciativa é da Redwood Materials, uma das principais empresas americanas especializadas em reciclagem e reaproveitamento de baterias.

A companhia inaugurou recentemente uma nova divisão chamada Redwood Energy, voltada à construção de microrredes movidas a energia solar e compostas por baterias de veículos elétricos que ainda mantêm parte significativa de sua capacidade original. Em vez de seguir diretamente para a reciclagem, essas baterias são testadas e reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia para uso comercial.

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Foto de: Redwood Materials

O primeiro projeto da nova unidade foi instalado em Nevada, em um parque industrial próximo a Reno, e fornece energia para uma instalação da empresa Crusoe, que atua com mineração de criptomoedas e, mais recentemente, com data centers especializados em IA. A microrrede é abastecida por painéis solares e conta com capacidade de 64 megawatts-hora — suficiente para atender operações intensivas em computação com mínima dependência da rede elétrica convencional.

Segundo a Redwood, esse modelo oferece diversas vantagens. Além de evitar o descarte prematuro de baterias, as microrredes podem ser instaladas com rapidez, ajudam a reduzir as emissões de carbono e oferecem uma solução mais barata do que sistemas que utilizam baterias novas. A ideia é expandir o conceito para outros polos tecnológicos dos EUA, como Texas e Virgínia, regiões onde o número de data centers tem crescido em ritmo acelerado.

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Foto de: Redwood Materials

A empresa estima que mais de 100 mil veículos elétricos sairão de circulação este ano nos EUA, o que representa um volume expressivo de baterias potencialmente reaproveitáveis. A Redwood já tem material suficiente para criar microrredes com capacidade de 1 gigawatt-hora e trabalha no desenvolvimento de sistemas ainda maiores.

A demanda por energia no setor de tecnologia, especialmente com o avanço da IA, deve aumentar consideravelmente nos próximos anos. Um relatório da Agência Internacional de Energia prevê que o consumo dos data centers pode dobrar até 2030. Nesse cenário, soluções de armazenamento acessíveis e baseadas em energia limpa ganham relevância estratégica.

O que você pensa sobre isso?

Para a Redwood, o projeto marca não apenas uma diversificação de sua atuação, mas também uma visão de longo prazo sobre a circularidade na eletromobilidade. Ao estender a vida útil das baterias em aplicações estacionárias, a empresa ajuda a fechar o ciclo da mobilidade elétrica e contribui para uma infraestrutura digital menos dependente de combustíveis fósseis.

Fonte: MIT

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