Novo BYD Dolphin Mini 2028 pode adotar solução polêmica da Volvo
Interior vazado mostra mudança radical no painel e levanta dúvida sobre item presente no modelo atual
Pouco após os primeiros vazamentos do visual externo do novo BYD Dolphin Mini, quem deu as caras agora na China foi o interior. E há uma novidade que promete criar polêmica: a marca parece ter abolido o cluster de instrumentos, tal como faz a Volvo no EX30.
Resta saber, é claro, se estamos já diante de um modelo final ou de um protótipo ainda sem a peça. Fato é que o flagra postado pelo CarNewsChina mostra que ele passará a ficar mais alinhado aos novos carros da BYD, contando com um grande console central de dois níveis, além de abandonar o comando de marchas por botões no painel. A partir de agora, a seleção será feita por uma alavanca à direita do volante.
A central multimídia também parece consideravelmente maior, resolvendo um dos problemas atuais do carro. Ainda não se sabe qual será sua dimensão, mas as imagens indicam que ela deixará de lado o curioso recurso giratório do modelo atual, solução que vem sendo abandonada tanto nas reestilizações quanto nas novas gerações dos carros da BYD.
Mini ficará maior que GS
Como já mostramos anteriormente no InsideEVs.com Brasil, a mudança de geração será bem mais profunda do que uma simples atualização visual. Documentos publicados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) revelaram um Dolphin Mini consideravelmente maior e praticamente com uma nova carroceria.
Serão 4.205 mm de comprimento, 1.810 mm de largura, 1.570 mm de altura e 2.650 mm de entre-eixos. Na comparação com o atual, são nada menos que 425 mm adicionais no comprimento e 150 mm a mais entre os eixos.
O crescimento é tamanho que o novo Mini superará até o Dolphin GS vendido atualmente no Brasil, de 4.125 mm, ficando 80 mm mais comprido. Também supera o Geely EX2, que mede 4.135 mm, e empata com ele nos 2.650 mm de distância entre os eixos. Dentro da própria gama da BYD, ficará apenas 75 mm abaixo do Dolphin SE, de 4.280 mm.
Dolphin Mini atual está entre os menores EVs do mercado
Na prática, portanto, o modelo que nasceu como um subcompacto urbano passará a ocupar dimensões de hatch compacto de fato. Isso também ajuda a explicar algumas das mudanças vistas por dentro, principalmente o console central bem maior e o espaço adicional para pequenos objetos.
Nas imagens vazadas do exterior, também há menções ao novo conjunto mecânico. O atual motor elétrico dianteiro de 55 kW, equivalente a cerca de 75 cv, dará lugar a uma unidade de 95 kW, ou aproximadamente 129 cv. A velocidade máxima também sobe para 150 km/h.
Já nas baterias, o hatch continuará utilizando células de fosfato de ferro-lítio (LFP) produzidas pela FinDreams, empresa do próprio grupo BYD. O MIIT, vale dizer, não revelou capacidade energética nem autonomia.
Por aqui, deve conviver com Mini atual
Apesar de ainda ser novidade até na China, a nova iteração da família Dolphin já está de passaporte marcado para o Brasil. Segundo apuração da Auto Esporte junto ao vice-presidente sênior da marca, Alexandre Baldy, a nova geração fará sua estreia por volta de 2028 e conviverá, ao menos em um primeiro momento, com o subcompacto vendido hoje.
Considerando as boas vendas que o carro atual tem, a escolha faz sentido. Só em julho de 2026, por exemplo, o subcompacto registrou 7.265 emplacamentos, volume suficiente para colocá-lo na sexta posição do ranking geral de automóveis e comerciais leves.
A diferença de tamanho também pode facilitar essa convivência. Enquanto o Dolphin Mini atual continuaria ocupando a parte mais barata da gama, o novo modelo teria porte para atuar mais próximo de carros como Geely EX2 e até do próprio Dolphin. Como preços, versões e posicionamento ainda não foram definidos para o Brasil, porém, essa divisão só deverá ficar mais clara perto do lançamento.
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