Híbrido plug-in ou extensor de alcance: qual o melhor? Veja o que diz a BYD
BYD defende que seus híbridos plug-in são superiores aos EREVs no uso diário
Híbrido plug-in ou extensor de alcance, qual é a melhor solução para os eletrificados? A BYD afirma que seus veículos com tecnologia DM-i são superiores aos elétricos com extensor de autonomia (EREV), cada vez mais comuns no mercado chinês. Segundo a empresa, os PHEV (veículos híbridos plug-in) oferecem maior versatilidade de uso e autonomia elétrica suficiente para o dia a dia, com a conveniência do motor a combustão para longas distâncias.
Não custa lembrar que desde 2022, a BYD produz exclusivamente modelos eletrificados – sejam híbridos plug-in ou 100% elétricos. Inicialmente, a empresa concentrou sua estratégia europeia nos veículos totalmente elétricos, mas passou a destacar os híbridos plug-in em sua oferta local. O primeiro modelo lançado na região foi o Seal U DM-i, nada mais que o nosso Song Plus DM-i, que atualmente oferece até 125 km de autonomia elétrica no ciclo WLTP.
A tecnologia DM-i combina a bateria Blade, desenvolvida pela própria BYD, com um motor a gasolina de alta eficiência térmica projetado especificamente para aplicação em híbridos plug-in. A nova geração do sistema, segundo a marca, será capaz de oferecer até 200 km de autonomia elétrica com uma única carga, ampliando significativamente o uso em modo 100% elétrico - atualmente, essa autonomia varia entre 70 e 120 km no dia a dia.
Para Stella Li, vice-presidente executiva da BYD, o objetivo da marca é permitir que o usuário utilize o modo elétrico no dia a dia, sem se preocupar com recarga durante viagens mais longas, quando o motor a combustão entra em ação. “Nosso objetivo é que as pessoas usem o modo EV no uso diário, mas que tenham a liberdade de fazer o que quiserem quando quiserem viajar”, afirmou Li à revista britânica Autocar.
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Alfredo Altavilla, conselheiro da BYD para a Europa, considera que os híbridos plug-in são uma solução mais completa do que os EREV, já que podem operar em três modos distintos: elétrico puro, combustão ou combinado. No caso dos EREV, o motor a combustão atua exclusivamente como gerador de energia para a bateria, sem tracionar diretamente as rodas, o que limita sua flexibilidade, segundo Altavilla.
Com a desaceleração do crescimento dos elétricos puros em diversos mercados e a pressão por uma revisão do plano ambiental Green Deal da União Europeia, os PHEV ganham relevância estratégica para as montadoras. De acordo com dados do primeiro trimestre de 2025, os veículos elétricos representaram 15,2% das vendas de automóveis novos na UE, enquanto os híbridos plug-in ficaram com 7,6%.
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Altavilla reforça que a BYD está bem posicionada nesse cenário, destacando que a tecnologia DM-i não encontra equivalentes no mercado atual. “Se um carro híbrido tem apenas 35 a 45 km de autonomia, ele é basicamente um carro a combustão com uma tomada”, declarou.
Enquanto outras marcas chinesas, como a Xiaomi, também ganham espaço no setor de eletrificação, a BYD aposta na ampliação da linha PHEV como estratégia de crescimento tanto na China quanto na Europa.
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Característica |
PHEV (Plug-in Hybrid) |
REEV (Range-Extended Electric Vehicle) |
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Fonte primária de tração |
Motor elétrico e/ou motor a combustão |
Apenas motor elétrico |
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Função do motor a combustão |
Pode tracionar o carro diretamente |
Atua apenas como gerador de energia |
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Autonomia elétrica |
Geralmente menor (ex: 50–100 km WLTP) |
Maior autonomia elétrica, acima de 200 km, com uso do gerador a combustão |
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Flexibilidade de uso |
3 modos: elétrico, combustão ou combinado |
Sempre tração elétrica (modo único) |
Fonte: Ecomento
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