Nissan testa no Brasil sedã elétrico chinês N7 com design futurista
Sedã elétrico maior que o Sentra tem até 625 km de autonomia
Não é novidade que a Nissan do Brasil vem testando a nova geração do Sentra em território nacional. O sedã, com previsão de estreia para o ano que vem, apareceu por aqui antes mesmo de ser visto em mercados estratégicos como os Estados Unidos. O movimento indica que a marca japonesa pode ter planos mais ambiciosos para o nosso país.
Nos últimos dias, outro modelo também chamou atenção. Nas imagens publicadas pelos nossos colegas do @placaverde, um sedã médio de proporções generosas apareceu rodando por São Paulo sem camuflagem, apenas com os logotipos cobertos. Não era o Sentra, mas sim o N7, fruto da parceria entre a Nissan e a chinesa Dongfeng. O três-volumes já é vendido no mercado asiático e compartilha sua base com outros projetos conjuntos, incluindo uma versão eletrificada da picape Frontier.
Nissan N7 no Salão de Xangai 2025
A aparição do N7 por aqui acontece em um momento em que a Nissan está sem modelos eletrificados no portfólio. Desde o fim da comercialização do Leaf, em 2024, a marca ficou fora desse segmento. O novo sedã poderia preencher essa lacuna, surgindo como alternativa mais racional e com mais argumentos de venda que o hatch anterior. O desenvolvimento feito em conjunto com a Dongfeng também ajudaria a reduzir custos e acelerar o processo de chegada.
Esse tipo de movimento não é novo e já foi visto em outras fabricantes. A Chevrolet, por exemplo, recorreu a modelos de suas parceiras chinesas Baojun e Wuling para lançar no Brasil elétricos de entrada, caso do Spark EUV e do Captiva EV. A Nissan poderia seguir caminho semelhante, aproveitando sua aliança com a Dongfeng.
Sedã tem porte bem maior do que o Sentra vendido no Brasil
Na China, o N7 foi apresentado durante o Salão de Xangai de 2025. Suas dimensões impressionam: são 4,93 metros de comprimento, 1,89 metro de largura, 1,48 metro de altura e 2,91 metros de entre-eixos, o que o torna maior que o Sentra vendido atualmente no Brasil. O modelo tem coeficiente aerodinâmico de 0,208 Cd e adota soluções de design modernas, como maçanetas embutidas, teto com caimento suave e uma barra de LED frontal com 710 pontos luminosos.
No conjunto motriz, o sedã oferece duas opções de bateria LFP produzidas pela Sunwoda. A primeira tem 58 kWh e motor traseiro de 160 kW, equivalente a 217 cavalos, com autonomia de até 540 quilômetros pelo ciclo CLTC. A segunda é maior, com 73 kWh, motor de 200 kW e 272 cavalos. Nesse caso, a autonomia chega a 625 quilômetros e a aceleração de zero a 100 km/h é feita em 6,9 segundos.
O interior segue a tendência dos elétricos asiáticos mais recentes, com poucos botões físicos e foco em telas. O painel de instrumentos é totalmente digital, acompanhado por uma central multimídia de 15,6" com resolução 2.5K. O volante tem formato ovalado e apenas dois raios. Entre os equipamentos estão carregador de celular por indução de 50 W, três entradas USB, dois porta-copos e sistema de som com até 14 alto-falantes.
Na traseira, o sedã mantém o estilo tecnológico com uma barra luminosa que conecta as lanternas e o nome Nissan em destaque no centro. As opções de acabamento incluem rodas de 17 ou 19" e seis cores externas: azul, prata, ciano, bege, branco e preto.

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